Ansiedade, a minha experiência
Esta entrada no blog baseia-se apenas na minha experiência. Tenho consciência que para muitos, este tipo de problemas psicológicos não são considerados como problemas de saúde legítimos e que muitas vezes um indivíduo com tais condições é considerado louco ou fraco. É um facto que ainda há muito por desvendar neste campo, mas a meu ver não há necessidade de ocultar, pois muitas vezes, através de um testemunho pode ajudar-se alguém.
Como começou todo este problema da ansiedade?
Lembro-me que estava em casa de uma tia avó no Alentejo, quando recebi a triste notícia de que uma pessoa conhecida tinha infelizmente falecido. Senti-me bastante triste, como é natural. Algumas horas depois comecei a sentir uma dor no peito, que poderia ter interpretado como uma dor qualquer, mas infelizmente foi o início de uma viagem por estes caminhos até então desconhecidos. Aparente dificuldade em respirar, sensação de dormência no corpo, visão deturpada, etc. Acabei por conseguir ultrapassar esta crise com o auxílio de familiares que estavam comigo naquele momento.

imagem google
Devo admitir que no início era bastante difícil controlar estes "ataques", pois como alguns de vocês devem saber, tudo isto está relacionado com um medo irracional que o nosso cérebro tem de morrer nesse instante. Com o tempo, comecei a habituar-me e tenho a confessar que cada vez é mais fácil para mim lidar com estes, sem deixar de ser difícil e bastante perturbador. Nunca recorri a psicólogos nem a nenhum tipo de medicação. Sei reconhecer quando um ataque está a surgir e o que faço é simplesmente tentar abstrair-me, melhor distrair o meu cérebro de toda a aflição que está prestes a manifestar-se. A ajuda das pessoas que nos são mais próximas também é fulcral. Cabe-nos a nós, os que sofremos disto, ajudá-las a reconhecer e a compreender aquilo que podem fazer para nos auxiliar, pois muitas não sabem como reagir. A comunicação é importantíssima.
Já há algum tempo que não tinha nenhum, mas com o recente estado de emergência e a consequente obrigatoriedade de ficar em casa e mudar a minha vida de forma radical, voltei a ter. Daí a necessidade de escrever sobre o assunto neste momento.
Lembrem-se. Nunca estamos sós.
Como começou todo este problema da ansiedade?
Lembro-me que estava em casa de uma tia avó no Alentejo, quando recebi a triste notícia de que uma pessoa conhecida tinha infelizmente falecido. Senti-me bastante triste, como é natural. Algumas horas depois comecei a sentir uma dor no peito, que poderia ter interpretado como uma dor qualquer, mas infelizmente foi o início de uma viagem por estes caminhos até então desconhecidos. Aparente dificuldade em respirar, sensação de dormência no corpo, visão deturpada, etc. Acabei por conseguir ultrapassar esta crise com o auxílio de familiares que estavam comigo naquele momento.

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Devo admitir que no início era bastante difícil controlar estes "ataques", pois como alguns de vocês devem saber, tudo isto está relacionado com um medo irracional que o nosso cérebro tem de morrer nesse instante. Com o tempo, comecei a habituar-me e tenho a confessar que cada vez é mais fácil para mim lidar com estes, sem deixar de ser difícil e bastante perturbador. Nunca recorri a psicólogos nem a nenhum tipo de medicação. Sei reconhecer quando um ataque está a surgir e o que faço é simplesmente tentar abstrair-me, melhor distrair o meu cérebro de toda a aflição que está prestes a manifestar-se. A ajuda das pessoas que nos são mais próximas também é fulcral. Cabe-nos a nós, os que sofremos disto, ajudá-las a reconhecer e a compreender aquilo que podem fazer para nos auxiliar, pois muitas não sabem como reagir. A comunicação é importantíssima.
Já há algum tempo que não tinha nenhum, mas com o recente estado de emergência e a consequente obrigatoriedade de ficar em casa e mudar a minha vida de forma radical, voltei a ter. Daí a necessidade de escrever sobre o assunto neste momento.
Lembrem-se. Nunca estamos sós.
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