Mutilação Genital Feminina. A realidade.

Costumo receber notificações de notícias no meu telemóvel e hoje uma delas falava de um caso de uma mulher acusada de submeter a filha de dois anos a uma mutilação genital. 

A primeira vez que li sobre este tema foi ao ler um livro "Flor do Deserto", de Waris Dirie. Consiste numa espécie de autobiografia da autora, que foi alvo desta prática no seu país, a Somália. O mais triste é que muitas das mulheres que são submetidas a este crime, não têm noção do que este representa e do quanto pode afectar a sua vida, especialmente se mudarem para um país ocidental. As mães continuam a fazê-lo, porque acreditam que é o melhor para as filhas e que só assim vão conseguir arranjar um bom marido para as sustentar.



Mutilação genital feminina: o que é e por que ocorre a prática que ...

                                                                                                             imagem: google


Lembrei-me que há alguns anos escolhi este tema para uma apresentação oral numa aula de espanhol na faculdade. Ao pesquisar sobre o mesmo descobri que, ao contrário do que pensava, a MGF também é praticada em países ocidentais. Não só em países muçulmanos. Existem mesmo médicos que o fazem de forma ilegal, apesar de ser com mais segurança e com menos risco de infecção.

A minha opinião acerca deste assunto é bastante óbvia. É condenável privar alguém de viver a sua sexualidade em pleno, através de uma prática que pode causar até a morte. A melhor forma de combater estes comportamentos é através da sua divulgação e de acções de consciencialização. Só assim poderá ser eventualmente extinto.






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